
O conceito de espaços verde, e as suas diferentes valências, com o evoluir da cidade, tem vindo a sofrer grandes alterações e a ganhar novas dimensões.
É a partir da era industrial, com a crescente migração da população do meio rural para a cidade, que o conceito de espaço verde urbano surge, com o objectivo de “recriar” natureza no meio urbano. No Sec. XIX encaram-se os espaços verdes como locais de lazer, de recreio, de encontro.
Os espaços verdes continuam hoje a embelezar a cidade, a criar áreas de lazer, de estadia, de frescura.
O verde, a cor, encontra consenso no mundo científico, é a cor mais tranquilizante do espectro solar.
O verde tranquiliza;
O verde inspira;
O verde conforta;
O verde respira;
Os espaços verdes transmitem-no todas estas sensações mas hoje em dia a sua existência é também crucial para o desenvolvimento sustentável da cidade. São eles que “respiram” a malha urbana, que purificam o ar, controlam as radiações solares, diminuem o risco de erosão, absorvem parte do ruído, reduzem o encadeamento, enquadram a construção urbana, aumentam a biodiversidade, têm efeitos sobre o regime dos ventos.
Livro: Santo Tirso da Tradição à Modernidade
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